20 de outubro de 2020

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Papel do professor de artes marciais

Papel do professor de artes marciais

Papel do professor de artes marciais

O papel do professor de artes marciais, vai além de ensinar técnicas.

O papel do professor tem relação direta na construção do caráter, do desenvolvimento técnico, mental e físico do aluno, não é atoa que é uma das profissão mais respeitadas na China.

Então como podemos melhorar nosso papel na vida de nossos alunos?

Primeiro, entender que somos alunos, além de professores.

Devemos compreender que todo aluno chega com uma carga de vivências, frustrações, vitórias e relacionamentos e devemos ter espaço para que os alunos possam verbalizar essas experiências ( caso queiram), permitindo assim uma compreensão mais profunda de cada indivíduo que faz parte de nossas aulas.

A Dra. Regina Lucia Sucupira Pedroza, em seu artigo¹ traz uma reflexão interessantíssima para nós professores, que é o poder do autoconhecimento!

A relação professor-aluno depende, em grande medida, da maturidade afetiva do professor. Se este permite resolver suas próprias dificuldades ele poderá ajudar o aluno a viver e resolver as suas

Essa capacidade de olhar para dentro de si, reconhecer pontos fortes e fracos devem ser estendida para todos, mas não apenas atletas e sim todo o círculo marcial, sejam professores, mestres, alunos, atletas de alto rendimento, pais de alunos, coordenadores, etc…

Qualquer pessoa bem resolvida consigo, feliz e que se conheça, irá performar melhor, sendo no ensinar ou no aprender.

O papel do professor, além de transferir anos de aperfeiçoamento e experiência, é fomentar nos alunos/atletas a busca constante pelo autoconhecimento.

Devemos entender o porquê fazemos o que fazemos, porquê estamos deixando de fazer algo, porquê nos interessamos por umas coisas e não por outras.

papel do professor artes marciais

Quando estamos na frente dos alunos, não somos mais o “Paulo”, o “João”, somos o Professor. Nos tornamos o modelo a ser seguido e isso é uma grande responsabilidade.

Edgar Morin² trouxe uma ideia de “autocrítica” que é o olhar profundo para si, falar a verdade e reconhecer que somos falhos e lembrar do exercício permanente em autocrítica e autorreflexão, para pensar bem e se sentir bem.

Na sua fala eu destaco um trecho interessantíssimo

Precisamos saber se o resultado de nossas ações corresponde ao que queríamos para nós mesmos, para a sociedade. Já sabemos que não basta ter boa vontade, uma vez que em nome dela foram cometidas diversas ações desastrosas³.

Claro que boa vontade é fundamental, porém  o processo de reavaliar deve fazer parte do nosso crescimento e assim iremos transparecer aos nossos alunos o que desejamos deles como atletas e pessoas.

Contudo, além de atletas, estamos formando e servindo de espelhos para outras pessoas. Essa atenção ao nosso próprio desenvolvimento é algo que quis trazer para a consciência.

Espero que tenha gostado dessa reflexão.

Compartilhe com seu professor, mestre, colegas, talvez isso irá ajudar outras pessoas também!

Grande abraço

Fonte: https://blog.guilhermemaciel.com.br/papel-do-professor-de-artes-marciais/

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