12 de junho de 2021

Felipe Marçal

Taekwondo Blumenau

Bruno Korea Taekwondo

Bruno Korea Taekwondo

Conheça um pouco da história do Bruno Korea

Nascido em Brasília, Korea se mudou para o Rio de Janeiro quando tinha apenas 8 anos. Como não tinha muitos amigos na cidade, passava a maior parte do tempo assistindo aulas de taekwondo na janela de uma academia. Sem dinheiro para se inscrever nas aulas, o lutador precisou da boa vontade de um tio, que percebeu ele não desgrudava o olho dos golpes.

“Assistia o UFC e sempre me imaginava sendo o lutador que representaria o taekwondo”, lembra ele. Como ainda não tinha idade e experiência, a única briga que ele tinha pela frente era contra o irmão mais novo, mas mais alto. “Tentava mostrar que tinha moral, mas ele era mais alto que eu, não conseguia fazer nada”, diz ele aos risos.

Com o tempo o lazer foi se tornando trabalho, e o atleta passou a praticar outras modalidades como boxe, muay-thai e jiu-jitsu. “Sempre quiser ser lutador de MMA, essa é minha vontade”. Mas as dificuldades começaram a aparecer, ainda mais quando ele se tornou pai – Joanna já tem 3 anos. Separado da mãe da sua filha, ele precisa trabalhar todo mês para garantir a pensão da criança.

“As coisas começaram a melhorar quando fui convidado para dar aulas de artes marciais. Mas é complicado, preciso treinar, dar aula e ficar com minha filha”, diz ele, que considera o nascimento dela como uma virada em sua vida. “Sempre me falaram que pra ser lutador precisa ser homem primeiro. Quando me tornei pai fiquei mais responsável e aprendi a conviver com as dificuldades”.

Dificuldades essas que o perseguiam até antes de entrar no TUF Brasil 4. Mesmo com o cartel de 4 vitórias e nenhuma derrota, pessoas que eles gostava o faziam desistir do seu sonho. “Sempre assistia o programa e falava que estaria aqui, mas tinha gente que mandava eu ir atrás de outro trabalho, que eu nunca conseguiria ganhar dinheiro com luta, que não tinha talento”.

Ainda com o coração magoado, Korea nem avisou para essas pessoas que está no programa, disse apenas que precisaria viajar para ajudar nos treinos de um amigo. “Se alguém que você não liga fala mal, é mais simples, basta ignorar. Mas machuca quando é uma pessoa que você gosta”, desabafa. “Não sou campeão de nada ainda, mas já me considero um vencedor”.

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