25 de setembro de 2021

Mestre Felipe Marçal

Taekwondo Blumenau

Taekwondo Paralimpico

Taekwondo Paralimpico

Estreando no programa paralímpico, taekwondo é uma das grandes esperanças de medalha para o Brasil em Tóquio

A seleção brasileira de parataekwondo promete fazer sucesso em Tóquio, na primeira aparição da modalidade nos Jogos Paralímpicos. Os três atletas que compõem a equipe, Nathan Torquato (61kg), Silvana Cardoso (61kg) e Débora Menezes (+61kg), tiveram resultados importantes durante o ciclo e têm grandes chances de medalha na capital japonesa.

O Brasil atualmente é a maior potência das Américas no parataekwondo e top-5 do mundo. Os resultados obtidos em 2019 consolidam a equipe. No Campeonato Mundial da Turquia, o país trouxe para casa duas medalhas, sendo uma de ouro (Débora) e outra de bronze. Nos Jogos Parapan-Americanos, foram dois ouros (Silvana e Nathan), duas pratas (uma com Débora) e um bronze.

Para o técnico da seleção, Alan Nascimento, o Brasil estreia sendo um dos países favoritos dos Jogos nesta modalidade. “Nós temos chances reais de três medalhas neste Jogos, estamos confiantes em três ouros, mas não podemos garantir a cor das medalhas. Jogos são Jogos e é aqui onde o pequeno fica grande e o grande fica pequeno. Nossos atletas estão extremamente preparados”, disse.
 
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Débora Menezes é atual campeã mundial na categoria acima de 61kg (Foto: Daniel Zappe/Exemplus/CPB)
O parataekwondo será a última modalidade brasileira a chegar no Japão. A equipe embarca na próxima segunda-feira (23) e tem previsão para desembarcar na Terra do Sol Nascente somente na quarta, dois dias depois. Antes da viagem, atletas e comissão técnica estarão concentrados no Centro Paralímpico Brasileiro (CPB), seguindo os protocolos sanitários contra a Covid 19.
Nascimento confessou que a pandemia atrapalhou o planejamento da equipe para esta Paralimpíada, mas garantiu que os atletas “estão dedicados para entregar a sua melhor performance”. 
 
Como o chaveamento do taekwondo paralímpico é baseado no ranking mundial, os confrontos já estão definidos previamente. O treinador fez uma análise das trajetórias de seus atletas e destacou os principais adversários de cada um.
 
“O Nathan tem como grande adversário o atleta da Mongólia, Bolor-Erdene Ganbat, que enfrentará na semifinal. Não será uma luta fácil, mas acredito que o Brasil levará a melhor. Já a adversária mais difícil de Silvana será a atleta chinesa Yujie Li, a número 2 do mundo. Débora Menezes encerrará a participação brasileira nesta edição, em 04 de agosto, e sua grande luta será contra a número 1 do mundo, a inglesa Amy Truesdale“, avaliou.
 
Alan elogiou Silvana, que teve resultados satisfatórios este ano. Ele destacou que a atleta, de apenas 22 anos, conseguiu vencer a número 1 do mundo, a dinamarquesa Lisa Gjessing (14 a 4 no Campeonato Parapa-Americano), e a número 3 do mundo, a turca Gamze Gurdal (52 a 24 no Ásia Open), e só enfrentará a chinesa numa possível final. “Estamos extremamente confiantes que Silvana irá até a final”, falou o treinador.
 
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Silvana Cardoso foi ouro no Parapan de Lima, em 2019, e conseguiu ótimos resultados este ano (Foto: Alê Cabral/CPB)
 
Pelo bom resultado, o parataekwondo brasileiro vem se consolidando ao longo da sua recente história. Alan explicou o motivo das conquistas e grandes chances em Tóquio: “Temos um trabalho incansável de estudo da modalidade, estudo dos adversários e na elaboração de estratégias para termos o melhor rendimento em quadra. Somos uma equipe, e apesar de todos os preconceitos e do pouco espaço dado aos atletas do paradesporto, o Brasil vai surpreender. Somos uma potência.”
 
Além de Alan e dos atletas, o Brasil será representado em Tóquio também pela equipe multidisciplinar, que é formada pela fisioterapeuta Elisa Pilarski e pelo coordenador esportivo Rodrigo Ferla.
 

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