20 de outubro de 2020

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Taekwondo na Lama

Taekwondo na Lama

Taekwondo na lama: antigo aliado do COB dispara contragolpes contra as duas principais entidades da modalidade

Dias antes da eleição mais democrática da história do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), eis que surge um velho conhecido dos canais ESPN em diversas reportagens que ajudaram a afastá-lo da presidência da CBTKD (Confederação Brasileira de Taekwondo).

Carlos Fernandes é alvo de investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal por graves denúncias de corrupção na entidade.

Afastado da presidência do taekwondo nacional pela operação Nemeus, em agosto de 2016, Carlos havia sumido do cenário do esporte.

E como se fosse um furioso atleta em busca de um contra-ataque já nos minutos final da luta, ressurgiu das cinzas com acusações parecidas com as que o tirou do trono do esporte.

Aos 58 anos de idade, o homem que já foi mágico de profissão – inclusive trabalhou com o famoso David Coperfield – resolveu procurar a reportagem e apresentar alguns documentos e provas de uma ação que foi aberta na sexta vara civil da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro.

A ação movida pelo aliado José de Souza Júnior, presidente de uma das duas federações paulistas de taekwondo, traz indícios de supostos desvios de dinheiro nos pagamentos de uma dívida que a própria gestão de Carlos deixou da CBTKD junto ao COB.

O atual presidente da entidade, Alberto Cavalcante Maciel Junior, antigo aliado de Carlos, disse que a dívida chegou perto de R$ 6 milhões de reais, mas que a atual gestão conseguiu recuperar algumas notas, baixando a dívida para a metade. Júnior Maciel, como é conhecido no meio, disse que a CBTKD parcelou essa dívida em 60 prestações de aproximadamente R$ 50 mil até quitar o débito milionário.

Mas Carlos Fernandes e José de Souza Júnior encontraram documentos e depósitos suspeitos em uma prestação de contas que, segundo eles, não foi prestada aos presidentes de federações na última assembleia da entidade, em fevereiro de 2020.

“Eu estive nessa assembleia e ela deveria ter sido de forma transparente. Apresentaram os balancetes, mas não apresentaram qualquer documento em pouco mais de 1h30 de reunião para a aprovação das contas. Eu queria saber a origem das receitas até para onde elas estavam indo”, declarou José de Souza Jr.

É aí que, segundo o ex-presidente Carlos Fernandes, estão as suspeitas de que o COB é quem está pagando a dívida de R$ 50 mil por mês, já que, segundo ele, a entidade não tem dinheiro para pagar essa conta com o Comitê Olímpico Brasileiro.

“Possivelmente o COB está passando dinheiro para essa Wirecard passar para a confederação pagar pontualmente, para que fique bem tudo politicamente, né?”, questionou Fernandes.

Carlos afirma que foi traído por antigos funcionários que hoje, segundo ele, também estão colocando em risco a gestão de Júnior Maciel.

Fernandes afirma que tudo ali é um jogo político. Diz que, enquanto ele estava no poder, tinha um ótimo relacionamento com Paulo Wanderley, mas que hoje o atual presidente reeleito no COB nem atende as suas ligações e mensagens. Disse que o jogo é político, pois Júnior Maciel, candidato à uma vaga no conselho administrativo do COB, fez campanha para que Paulo Wandeley vencesse o pleito.

Maciel também conseguiu se eleger entre os sete membros do conselho, ficou em quinto lugar.

A reportagem entrou em contato com o presidente Junior Maciel que, um dia antes da eleição do COB respondeu.

“É uma ação pessoal e política. Pegamos uma confederação cheia de dívidas. Nós tínhamos uma falta de prestação de contas junto ao Comitê Olímpico que alcançava o valor de mais de R$ 6 milhões. E conseguimos, com o desafio de uma equipe forte e comprometida, regularizar isso aí, parcelar parte da dívida que ficou”, disse.

“Com relação à dívida da outra gestão nos parcelamos em 60 vezes, com pagamentos mensais de R$ 50 mil, que não estamos pagando por causa da pandemia. Mas vale ressaltar que este valor só está sendo pago graças aos filiados e atletas e as federações. Porque este valor só está sendo pago com dinheiro próprio da entidade, então é uma força tarefa para pagar uma conta da gestão anterior”, completou Júnior Maciel, que também é candidato à reeleição da CBTKD.

Sobre o caso e sobre a ação movida contra a Confederação Brasileira de Taekwondo, a assessoria do COB respondeu por e-mail:

“Estamos às vésperas da realização das eleições da entidade, a mais democrática da história, com 3 chapas concorrentes e a participação de 12 atletas. Portanto, não temos como atender a sua demanda no prazo pedido. Além disso, peço que nos envie as suas dúvidas e questionamentos, que entendemos ser relativo à gestão passada”.

 

Fonte: https://www.espn.com.br/olimpiadas/artigo/_/id/7557737/taekwondo-na-lama-antigo-aliado-do-cob-dispara-contragolpes-contra-as-duas-principais-entidades-da-modalidade

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